#1boasérie: Harlots

Harlots é um poderoso drama ambientado no século 18, em Londres, que oferece uma nova visão da atividade comercial mais valiosa da cidade: a prostituição. A série gira em torno de Margareth Wells (Samantha Morton), uma mulher que luta para equilibrar sua vida como cafetina e suas responsabilidades com a família, enquanto precisa se defender dos ataques da rival Lydia Quigley (Lesley Manville). Margareth é mãe de Charlotte (Jessica Brown Findlay), a cortesã mais cobiçada da cidade, que começa a questionar seu papel na sociedade e na família, e da jovem Lucy (Eloise Smyth), a quem tenta proteger a todo custo de ter o mesmo fim da mãe e da irmã. Assista ao trailer:

Considerações

Harlots é uma produção britânica do streaming Hulu, cuja 1ª temporada – que estreou em março – tem 8 episódios. A roteirista Moira Buffini (de Jane Eyre) é responsável por adaptar a série, baseada no Harris’s List of Covent Garden Ladies, um best-seller histórico que documenta a prostituição na Londres georgiana entre 1757-1795, e que registrou informações sobre quase 200 prostitutas da época.

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Cheia de tensão, conflitos, traições e com espaço também para o humor, a trama de Harlots vai se fortalecendo a cada episódio, prendendo a atenção e fazendo o espectador mudar o julgamento sobre as personagens a cada reviravolta (e são muitas reviravoltas!). Por falar nas personagens, embora as protagonistas vividas por Morton e Manville roubem a cena, o roteiro dá boa ênfase às coadjuvantes, despertando facilmente compaixão, carinho, torcida e às vezes também ira e indignação.

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A parte técnica é uma atração à parte, com ambientação e figurinos deslumbrantes, mas o que mais chama a atenção em Harlots é que a série foi totalmente escrita, produzida e dirigida por mulheres, e isso se reflete numa história rica, onde as personagens não são meros joguetes nas mãos dos homens que pagam para obter prazer com seus corpos, ao contrário: são as mulheres que fazem toda a trama andar, quase nunca se deixando serem dominadas pelo poder masculino, sempre buscando saídas para não sucumbirem a essa dominação.

Além disso, cada uma delas tem seus dramas explorados com profundidade, cada uma tentando achar sua própria forma de lidar com eles, ao mesmo tempo em que ajudam umas às outras e ainda se unem e se rebelam de acordo com os próprios interesses, mas também contra o sistema vigente, a fim de melhorias e mudanças para suas condições de vida e/ou continuarem exercendo suas atividades em paz.

essaaaa

Uma boa série pra você!

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