Nerve: Um Jogo sem Regras

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A tímida Vee (Emma Roberts) é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e sonhando em ir para a faculdade. Quando conhece o jogo online “Nerve – Are you a Watcher or a Player?” (Você é um observador ou um jogador?), decide sair da zona de conforto e entrar na “brincadeira”. Porém, ela descobre que a competição é muito mais complexa do que imaginava,  e que seus passos estão sendo manipulados.

OBS: não coloquei o trailer por conter muitos spoilers

Por que assistir?

Uma palavra para esse filme: ADRENALINA! Foram vários momentos prendendo a respiração e alguns até mesmo fechando os olhos em cenas apreensivas, como se eu estivesse vendo um filme de terror. Nerve é baseado no livro de mesmo nome escrito por Jeanne Ryan e publicado pela 1ª vez em 2012. Não o li e por isso não posso fazer comparações entre as mídias, mas devo dizer que a premissa funciona bem na tela, mesmo que possa divergir do livro em algum ponto. O ritmo frenético empolga e não dá muito tempo para pensar nos furos, ou melhor dizendo, explicações insuficientes do roteiro, e isso acaba sendo um mérito.

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O filme é sobre um jogo – chamado nerve – que propõe desafios para os participantes, e caso consigam cumprir recebem uma quantia em dinheiro; à medida que o jogador avança os desafios vão ficando mais perigosos e o dinheiro oferecido também aumenta. Os usuários podem escolher entre jogar ou apenas assistir ao vivo àqueles que se propõem a realizar as tarefas, como numa espécie de Periscope, podendo enviar mensagens e novos desafios para os competidores. Vee (Emma Roberts) é uma jovem tímida e apaixonada que não tem coragem de se declarar para o rapaz que gosta, então sua amiga Sydney (Emily Meade) propõe que ela ao menos diga “oi” pra ele, mas Vee se nega. Não querendo parecer covarde, porém, ela acaba se cadastrando no jogo, despretensiosamente. Após passar pelo 1ª desafio com certa facilidade, Vee é levada a avançar cada vez mais, acompanhada por Ian (Dave Franco) – que conhece devido ao nerve – e os dois chegam a um nível de desafios bastante arriscados.

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O final podia ser melhor (como vi ponderarem em algumas críticas) mas não achei ruim; encarei Nerve como um romance juvenil de ficção científica que lembra um pouco o universo distópico de Black Mirror (em algum momento também o defini como um Jogos Vorazes cibernético), só que com uma pegada mais leve e meio rasa que não chega a incomodar. A ação é bem desenvolvida, os recursos narrativos e visuais utilizados são condizentes com o público-alvo (jovens conectados à internet e usuários de redes sociais) e com a temática tecnológica (as palavras ao contrário que aparecem no poster acima representando uma tela, por exemplo), as luzes neon se destacam, reforçando o ambiente high tech cyberpunk e a trilha sonora ajuda a manter o clima dinâmico. Claro que um aprofundamento na abordagem de um tema tão rico poderia ser mais instigante e gerar uma reflexão mais significativa, entretanto o que vemos – em conjunto com a forma como tudo foi apresentado – é válido e satisfatório, promovendo um entretenimento eletrizante.

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Um bom filme pra você!

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Título original: Nerve (EUA | Hong Kong, 2016)

Direção: Henry Joost | Ariel Schulman

Roteiro: Jessica Sharzer

Gênero: Sci-fi | Thriller | aventura

IMDB: 6,7

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