#1boasérie: Black Mirror

Veja um incrível trailer não-oficial que reúne as 2 primeiras temporadas e o especial de Natal:

Netflix disponibilizou 6 episódios inéditos da 3ª temporada de Black Mirrorprodução britânica do Channel 4, que mostra nossa relação com a tecnologia e como ela afeta nossas vidas, frisando o lado obscuro de nossa dependência tecnológica atual, futura e não apenas isso, como também utilizando a tecnologia como metáfora e alusão à personalidade e reações humanas em diversas situações . Assista ao trailer da 3ª temporada aqui.

O texto a seguir contém um spoilerzinho de leve para chamar sua atenção 

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O criador da série, Charlie Brooker, explicou que Black Mirror é inspirada em The Twilight Zone (Além da Imaginação) e Tales of the Unexpected (exibida enre 1979 e 1988) e que o título faz referência aos “espelhos que encontramos em toda parede, em cada mesa e na palma de toda mão nas telas frias de uma TV, um monitor, um smartphone” que sugam nossas almasIndo além, nota-se a clara relação da interferência tecnológica no nosso dia a dia como justificativa/pretexto para exibir o lado sombrio do comportamento humano, seja através da exposição nas redes sociais e realities shows , seja nas funções cada vez mais automatizadas ou substituíveis por inteligência artificial da sociedade moderna.

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A série, lançada em 2011, teve 3 episódios (entre 40 e 60 minutos de duração) em cada uma de suas 2 temporadas, além de um especial de Natal de 70 minutos (exibido no final do ano passado), antes de ser adquirida pela Netflix, que produziu os 6 episódios inéditos que acabaram de estrear no catálogo do streaming. Os episódios não possuem conexão entre si, sendo a tecnologia o único ponto de ligação entre eles: cada um apresenta uma tecnologia diferente, abordada de maneira diferente, com elenco e diretores também diferentes, promovendo reflexões diversas; todos, no entanto, muito bem elaborados e inteligentes, capazes de explodir cabeças, desgraçar mentes e causar desconforto diante da visão do que há de mais sombrio no mundo digital, no avanço tecnológico e o pior: em nós.

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No 1º episódio (The National Anthem), por exemplo, a popular princesa Susannah (Lydia Wilson) é sequestrada e um vídeo com as exigências dos sequestradores se torna um viral no YouTube. Para o resgate, seria necessário que o primeiro-ministro britânico, Michael Callow (Rory Kinnear), mantivesse relações sexuais com um porco (!), transmitidas em rede nacional e eu só estou entregando esse detalhe para despertar sua curiosidade hahaha. Será que a equipe do governo consegue evitar a divulgação de tal notícia e a realização do ato zoofílico? Fica tranquilo(a) que a vibe animal só existe nesse episódio, tá. A trama segue uma inquietante linha alegórica, flertando com o bizarro e o exagero de ambientes distópicos para demonstrar seu questionamento às atitudes humanas mais mesquinhas, à realidade atual e também uma realidade bastante plausível e possível de acontecer no futuro, nos fazendo ainda refletir para onde estamos indo nessa “era da modernidade”.

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Tem foto em baixa resolução do porco porque continuamos querendo te deixar curioso (a)

Enquanto o 1º episódio mostra a forma como tudo (seja verdade ou boato) se espalha rapidamente na internet e os danos disso (coisa que estamos vendo acontecer já nos dias de hoje), os episódios seguintes exibem sociedades e tecnologias mais avançadas, quase totalmente virtuais, com chips implantados que gravam e compartilham o que as pessas fazem, ouvem ou vêem, comidas fabricadas em laboratório, programas que simulam conversas com mortos, realities shows que geram celebridades instantâneas e a oportunidade de fugir de uma vida superficial, pessoas vigiadas, expostas e julgadas com extremismo e violência, preocupação com status nas redes sociais, a ilusão de vida perfeita em redes como o Instagram, o formato avaliativo de quantidade de curtidas e estrelas moldando todas as áreas da vida, tudo sempre de forma genial e crítica, às vezes perturbadora ou chocante e com um suspense eficiente que prende a atenção. Conta ainda com cenários e aparatos futurísticos realistas, atuações competentes, boa direção e boa fotografia em todas as histórias.

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Vi Black Mirror em 2014 e antes mesmo de terminar o 1º episódio já saí não apenas recomendando mas implorando, exigindo, obrigando e fazendo chantagem para meus amigos e o maior número de pessoas do meu círculo social assistir, e é mais ou menos isso que vou fazer agora. Se você ainda não conhece Black Mirror, faça um favor para mim e para si mesmo: não perca mais tempo e corra pra ver as temporadas anteriores dessa série incrível (quem já viu, reveja) e os 6 novos episódios produzidos pela Netflix! Vai dizer que não está em boas mãos?

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Uma boa série pra você!

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2 comentários sobre “#1boasérie: Black Mirror

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