#1boasérie: Outlander

Claire Randall (Caitriona Balfe) é uma enfermeira em combate em 1945. Ela é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, e sua vida passa a correr riscos que ela desconhece. Forçada a se casar com Jamie Fraser (Sam Heughan), um cortês e nobre guerreiro escocês, um relacionamento apaixonado se acende, e deixa o coração de Claire dividido entre dois homens completamente diferentes, em duas vidas que não podem ser conciliadas. Assista ao trailer:

Disponível na Netflix 

Confesso que tenho ciúme das coisas que gosto; aquele tipo de ciúme egoísta de quem não gosta de dividir o que ama com ninguém. É até engraçado, porque isso se resume exatamente a coisas e não pessoas. Não tenho ciúme de amigos, namorado, etc., e sim de meus objetos preferidos, bandas, livros, filme, séries. Se eu pudesse não os dividiria com mais ninguém! O problema é que às vezes dá uma dorzinha no coração por não ter com quem conversar quando acontece algo extraordinário na sua série favorita e ter que ficar com aquilo guardado. E também bate a noção de que algo tão incrivelmente bom deveria ser visto e compartilhado até que o mundo inteiro saiba! É assim que me sinto com Outlander.

O texto a seguir contém spoilers

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Por que assistir?

A Netflix disponibilizou hoje a 1ª temporada da série, produzida pelo canal Starz. Baseada nos livros de Diana Gabaldon, Outlander (estrangeiro/forasteiro em inglês) narra a história de Claire Beauchamp (Caitriona Balfe), uma enfermeira dos anos 1940 que atuou na 2ª guerra. Claire é casada com Frank Randall (Tobias Menzies, o Edmund Tully em Game of Thrones), e ambos viajam à Escócia afim de se reaproximarem numa espécie de 2ª lua de mel, uma vez que o conflito mundial os deixou separados por anos. Lá, em uma visita a um círculo de pedras onde mais cedo havia sido realizado um ritual pagão em homenagem ao Samhaim (festival celta que originou o Halloween), Claire inexplicavelmente vai parar no ano de 1743, durante os levantes jacobitas, entre Inglaterra e Escócia (lá pelos 37 minutos do 1º episódio, que dura 1 hora).

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Ela acaba encontrando um soldado inglês bem parecido com seu marido mas se assusta ao perceber sua atitude ameaçadora e tenta fugir, quando é resgatada por Murtagh (Duncan Lacroix) e levada para um grupo de escoceses chefiados por Dougal (Graham McTavish), do clã Mackenzie, que logo desconfia que ela seja uma espiã inglesa. Jamie Fraser (Sam Heughan) é um dos homens do grupo e, ao vê-lo machucado, Claire o ajuda, o que faz os homens decidirem que ela pode ser útil, levando-a para o castelo dos Mackenzie, cujo líder é Colum (Gary Lewis), irmão de Dougal.

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Claire percebe que não está mais vivendo no século XX, e sim em uma época antiga que conhecia pelos livros e pelas histórias de seu marido, um professor obcecado por genealogia. Assim, ela logo descobre que o homem que encontrou na floresta é o cruel capitão Jonathan  Randall, ancestral de Frank, que tem um papel importante em todo o desenvolvimento da trama, como o temido vilão a quem chamam de Black Jack. Devido a seus conhecimentos de enfermagem e ervas medicinais, Claire é ~ convidada ~ a ser a curandeira do castelo, onde conhece Geillis Duncan (Lotte Verbeek), também entendida de ervas e ~ poções ~ e por isso chamada de bruxa, alcunha que mais tarde é usada para designar a própria Claire. Quem conhece um pouco sobre acontecimentos históricos antes da ascensão do Iluminismo (a caça às bruxas, por exemplo) e sobre a Escócia, sabe de toda a magia que envolve o país, e isso é usado na série não apenas através da viagem no tempo, mas também nas crenças sobre bruxaria e outros misticismos dos períodos que acompanhamos.

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O tempo vai passando, Claire ganha a confiança dos Mackenzie, e para não ser entregue aos soldados ingleses (e à crueldade infinita do detestável Black Jack) ela aceita se casar com Jamie (que sempre a chama de sassenach – termo escocês para estrangeiros ingleses, geralmente usado pejorativamente). Eu até tentei não dar esse spoiler mas é que antes de tudo Outlander é sobre a divisão do destino (e do coração) de Claire entre o presente em que vivia em 1945, casada com Frank, e o passado para o qual foi acidentalmente transportada, onde se envolve com Jamie. Outlander, embora tenha História, guerra e batalhas envolvidas, é um romance; a forte ligação amorosa que surge entre Claire e Jamie tem que ser frisada aqui como o principal motivo para se assistir à série. Além da trajetória cheia de aventuras, conspirações perigosas, cumplicidade e algumas perdas e dores vividos pelo casal, a química entre os atores é estonteante! Lembro de ficar sem respirar esperando ansiosamente o momento em que Claire e Jamie se beijariam pela 1ª vez!

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Venho falando sobre Outlander desde sua estreia em 2014, e volta e meia alguém me pergunta se é realmente uma boa série. Como esse é um conceito bastante subjetivo e eu acho a série incrível, sempre respondo: pra quem gosta de viagem no tempo, eventos históricos e místicos, Escócia (❤️), ambientação e figurinos antigos (“de época”), e sobretudo romance, Outlander é um prato cheio. Quem não gosta de nada disso pode não se impressionar tanto. A série está sendo muito bem adaptada até o momento, seguindo fielmente os livros (com algumas mínimas alterações que não prejudicam o andamento). São 8, ops, 13 no total:

  • A Viajante do Tempo (1991)
  • A Libélula no Âmbar (1992)
  • O Resgate no Mar (1993), dividido em 2 partes;
  • Os Tambores de Outono (1996), dividido em 2 partes;
  • A Cruz de Fogo (2001), dividido em 2 partes;
  • Um Sopro de Neve e Cinzas (2005), dividido em 2 partes;
  • Ecos do Futuro (2009), dividido em 2 partes;
  • Written in My Own Heart’s Blood (2015), ainda não traduzido para o português.

Conta ainda com 3 obras derivadas: Lord John  Grey (4 livros), The Outlandish Companion (2 livros) e The Exile uma graphic novel. Além disso, foram lançados 4 contos curtos com os personagens da série, escritos por autores diferentes. Saiba mais aqui (esse site tem tudo sobre os livros e a série, em português).

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Como você pode ver, tem muita coisa sobre Outlander, muita história a ser contada ainda, e os spoilers que dei são mínimos pertos de tudo que você verá se decidir assistir. Prepare seu coração pra passar raiva, angústia, muito choro e sofrimento, mas também momentos de amor, risos e gritos entusiasmados se você for como eu e não conseguir se controlar rsrs. É lindo ver o casal junto e a tensão sexual berrando, mas os outros personagens também são cativantes. Ademais, Jaime é um homem sensível, íntegro, atencioso e bem diferente do que estamos acostumados a ver, e a Claire…ah, a Claire! (toma meu coração, sua linda: ❤️) É uma mulher bastante forte, corajosa, inteligente e dona de si, não se limitando a ficar na sombra do(s) marido(s). É uma figura feminina empoderada que representa muito bem, obrigada! as mulheres em pleno século XVIII, oh yeah!

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Cada temporada adaptou um livro, e ao que parece é o que vai continuar acontecendo uma vez que Outlander  foi renovada para mais 2 anos (thank God! 🙏❤️). A 1ª temporada teve 16 episódios e na 2ª foram 13. Nomeada para diversos prêmios, inclusive o Globo de Ouro desse ano nas categorias melhor performance de uma atriz em drama televisivo (Caitriona Balfe) e melhor performance de ator coadjuvante em série, série limitada ou filme feito para a TV (Tobias Menzies), conquistou o People Choice Awards de atriz favorita de tv sci-fi/fantasia em 2016 e sci-fi/fantasia favorito em 2015 e 2016, escolhida pelo público.

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Está esperando o quê  pra fazer parte do bonde das sassenach? Corre pra ver!

Uma boa série pra você.

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Título original: Outlander (EUA, 2014)

Criador:  Ronald D. Moore

Gênero: Romance | Drama | Sci-fi

IMDB: 8,5

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3 comentários sobre “#1boasérie: Outlander

  1. Pingback: Outlander
    1. Olá, Brigitte, tudo bem? Acredito que o problema da falta dos livros 5 e 6 seja a troca de editora, uma vez que a Saída de Emergência foi incorporada pela Editora Arqueiro esse ano, então podem ainda estar relançando os livros sob o novo selo aos poucos (os que estão disponíveis são ainda a 1ª edição da Saída de Emergência ou da Rocco, a exemplo do livro 7). Quanto ao livro 8, ele ainda não foi lançado no Brasil.

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