#1bomdiretor: Tim Burton

FRANKENWEENIE

FRANKENWEENIE – (Pictured) Tim Burton holding Sparky. ©2012 Disney Enterprises, Inc. All Rights Reserved. Photo by: Leah Gallo

Timothy Walter Burton nasceu em Burbak, Califórnia, em 25 de agosto de 1958. Filho de Bill Burton e Jean Erickson, o garoto teve uma infância e uma adolescência marcadas pela leitura de livros de Edgar Allan Poe e sessões de filmes de terror de baixo orçamento estrelados por Vincent Price, seu ator favorito – que viria a inspirar e influenciar suas produções. Introspectivo, Burton pintava, desenhava e fazia curtas, o que no fim do colegial, em 1976, lhe rendeu uma bolsa de estudos fornecida pela The Walt Disney Company no Instituto de Artes da Califórnia e mais tarde um estágio no Walt Disney Studios como aprendiz de animador e onde fez parte da equipe de O Cão e a Raposa (1981) e Tron – Uma Odisséia Eletrônica (1982).

Foi lá também que Tim Burton mostrou suas particularidades temáticas, com os sombrios Vincent (1982, onde une sua admiração por Edgar Allan Poe e Vincent Prince, que narra o curta) e Frankenweenie (1984, com participações de Shelley Duvall e Sofia Coppola).  Os curtas causaram sua demissão por fugir dos padrões da empresa, afinal filmes sobre um garoto que deseja transformar a tia numa boneca de cera e seu cachorro num zumbi pareciam mesmo muito macabros para o público da Disney. Um ano depois, Burton dirigiu seu 1º longa: As Grandes Aventuras de Pee-Wee, para a Warner, que possibilitou que Burton lançasse seu 1º grande sucesso: Os Fantasmas se Divertem (1988), vencedor do Oscar de Melhor Maquiagem. Com o destaque obtido, ele foi chamado para dirigir Batman (1989, que recebeu o Oscar de Melhor Direção de Arte – tem na Netflix) e Batman – O Retorno (1992), voltando a trabalhar com Michael Keaton.

Entre os dois filmes do homem-morcego, em 1990, Tim Burton escreveu, produziu e dirigiu aquele que considera sua maior obra-prima: Edward: Mãos de Tesoura (tem na Netflix), iniciando uma duradoura parceria com Johnny Depp que se estende até hoje, mais de 7 filmes – e 26 anos – depois. Por falar em parceria, Burton é conhecido não apenas pelos trabalhos com Depp, mas também com Helena Bonham Carter (de quem se separou recentemente após um casamento de mais de 13 anos 💔) e o cantor e compositor Danny Elfman, responsável pela trilha de 12 de seus filmes, incluindo a animação O Estranho Mundo de Jack (1993), onde dublou o personagem principal nas cenas musicais (Burton produziu e co-escreveu a história). Em 1994, Johnny Depp estrelou a “dramédia” biográfica Ed Wood (amo! 💜), filme sobre aquele que é considerado o pior cineasta de todos os tempos. Ed Wood ganhou os Oscars de Melhor Ator Coadjuvante (Martin Landau interpretando Bela Lugosi) e Melhor Maquiagem. Seguindo no ritmo de homenagens, em 1996 Burton dirigiu Marte Ataca!, em referência aos filmes de ficção científica dos anos 1950, com participações de Jack Nicholson, Pierce Brosnan, Glenn Close, Michael J. Fox,  Natalie Portman, Sarah Jessica Parker, Pam Grier e Danny DeVito. Três anos depois foi a vez do terror A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (tem na Netflix), inspirado no conto de Washington Irving de 1820.

tim-burton.jpg

 

Em 2001, Burton assumiu a direção de seu filme mais fraco e criticado: Planeta dos Macacos (tem na Netflix), uma retomada decepcionante da franquia cinematográfica iniciada em 1968 e baseada no livro de Pierre Boulle. A obra acabou rendendo indicação ao Framboesa de Ouro (prêmio dos piores filmes) de pior remake do ano. Em 2003 o cineasta trabalhou na adaptação de mais um livro: Peixe Grande, de Daniel Wallace, cujo filme se chamou Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (tem na Netflix), e em 2005 fechou a tríade de adaptações de livros durante a 1ª metade dos anos 2000 com A Fantástica Fabrica de Chocolate (livro de Roald Dahl). No mesmo ano, Burton dirigiu A Noiva Cadáver, animação que concorreu ao Oscar (meu filme preferido do diretor). Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007) foi o longa seguinte, adaptado de um musical da Broadway e indicado ao Oscar de Melhor Ator (Johnny Depp), Melhor Figurino e vencedor da categoria Melhor Direção de Arte.

Continuando na vibe de adaptações, em 2010 Burton emplacou o visualmente deslumbrante Alice no País das Maravilhas, baseado no clássico de Lewis Carroll. Apesar de dividir opiniões, Alice no País das Maravilhas bateu a marca de US$ 1 bilhão de dólares na bilheteria mundial, se tornando o 6º filme a conseguir o feito e a 22ª maior bilheteria da história do cinema. Já Sombras da Noite (2012), baseado numa série de TV dos anos 1960, não obteve o mesmo êxito, ficando somente com as críticas mistas (eu gosto). Ainda em 2012, após a Disney aparentemente se arrepender de não ter valorizado as peculiaridades do universo do jovem Burton, foi lançado pela Walt Disney Pictures o longa-metragem de Frankenweenie, uma animação stop-motion em preto e branco. 2014 foi o ano em que Burton partiu para o drama com Grandes Olhos, biografia da pintora americana Margaret Keane (vivida por Amy Adams), que teve suas obras fraudadas pelo próprio marido, Walter Keane (interpretado por Christoph Waltz). Eu particularmente detestei o tom cômico, destoante e desnecessário da interpretação de Waltz, principalmente durante o julgamento.

tim-burton.jpg

 

Diretor de 36 filmes, produtor de 23, responsável por 14 roteiros, ilustrador, fotógrafo, autor de livros, de trabalhos em seriados, comerciais, videoclipes (Bones e Here With Me, da banda The Killers) e até mesmo atuações, Burton teve sua mais recente obra – Alice Através do Espelho  – onde ficou apenas na produção, lançada no final do mês de maio. A estreia de seu próximo longa onde assume a direção, O Lar das Crianças Peculiares (baseado no livro de Ransom Riggs), com  Eva Green e Samuel L. Jackson, está marcada para 29 de setembro, no Brasil. Além disso a continuação de Os Fantasmas se Divertem foi anunciada. Criador de um universo peculiar, com estética gótica impactante, senso de humor diferenciado e temáticas que se dividem entre a fantasia e a realidade, Tim Burton é um cineasta que com sua imaginação e originalidade se faz necessário e importante na representação de um mundo obscuro, porém fantástico e ilimitado, de indivíduos frequentemente vistos como estranhos e/ou desajustados, mostrando que entre a melancolia e sombras aterrorizantes também existem cores, delicadeza e sensibilidade – traduzindo as emoções de quem, como eu, sempre se sentiu deslocado.

Siga nossas redes e não perca nada!
Facebook| Instagram | Twitter | Filmow| Google +

Anúncios

2 comentários sobre “#1bomdiretor: Tim Burton

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s