#Olimpíadas2016: mais dicas

Infelizmente as Olimpíadas estão chegando ao fim, com a cerimônia de encerramento acontecendo logo mais à noite. Quem esteve aqui com a gente nesses 15 dias pode acompanhar algumas dicas especiais sobre os jogos (O Campeão Olímpico, Raça, Olympia, O Atleta) e hoje decidimos reunir outros filmes que sobraram na lista para quem, como nós, já está sofrendo de DPO: Depressão Pós-Olimpíadas. Confira!

 

A Medalha Esquecida (2016)

a-medalha-esquecida.jpg

Pra começar: você conhece o Homem de Ferro brasileiro? O documentário A Medalha Esquecida reconstitui a história real do militar e corredor Adalberto Cardoso, que participou das Olimpíadas de Los Angeles em 1932. Para disputar a prova dos 10.000 m, Adalberto percorreu a distância de 600km entre as cidades de São Francisco e Los Angeles a pé e pegando caronas, por um dia inteiro, chegando apenas 10 minutos antes do início da prova, só tendo tempo de colocar o uniforme, emprestado (isso porque não tinha dinheiro suficiente nem pra desembarcar). Resultado: correu descalço e foi o último colocado, e ao saberem de sua história os jornais o apelidaram de O Homem de Ferro. O filme foi exibido pela Globo no Corujão na madrugada de sexta para sábado (ontem); desculpem pela minha falta de timing. ):

Berlim 36 (2009)

berlin36.png

As Olimpíadas de 1936 sem dúvida foram das mais marcantes, pelo contexto em que estava inserida: o nazismo, e sua perseguição a negros e judeus (entre outros). Como já foi mostrado em Raça, os EUA  ameaçaram boicotar os jogos caso os alemães não retirassem a proibição a negros e judeus nas competições. Para impedir o boicote e “fazer valer o espírito olímpico” os nazistas fingiram que aceitaram a imposição, mas na prática continuaram a impedir atletas alemães judeus de participarem das provas. Foi o que aconteceu com Greta Bergmann (Karoline Herfurth), que foi forçada a integrar a equipe de atletismo, porém, mesmo sendo a atleta de maior rendimento e a maior esperança de medalha, acabou sendo afastada antes da prova do salto em altura e substituída por Dora Ratjen|Marie Ketteler (Sebastian Urzendowsky), atleta que havia nascido com uma condição que impossibilitava definir seu sexo precisamente, tendo passado a vida inteira como uma mulher mas com traços masculinos. Berlim 36 foge um pouco da realidade (na vida real Greta só soube da verdadeira identidade de Dora vários anos mais tarde, por exemplo) mas não deixa de ser uma interessante história a ser conferida. Saiba mais aqui.

Munique (2005)

munique-filme.jpg

Apesar do clima de confraternização, podemos ver que nem só de bons momentos vivem os Jogos Olímpicos. Dirigido por Steven Spielberg, Munique narra os fatos reais do atentado terrorista que matou 11 atletas israelitas na 2ª semana das Olimpíadas de 1972, conhecido como Massacre de Munique. O filme acompanha um esquadrão do Mossad, a agência secreta israelense, que é requisitado para caçar e matar os  8 terroristas palestinos do grupo Setembro Negro, responsáveis pelos assassinatos. Na época, a falta de segurança na vila olímpica chegou a ser comentada pela delegação, mas nada foi feito para melhorar sua segurança. Assim, os terroristas tiveram fácil acesso à vila e mataram 2 atletas israelitas, raptando outros 9 e exigindo a libertação de 200 prisioneiros árabes. Ao chegaram no aeroporto houve um confonto com os policiais alemães que culminou com a morte dos 9 reféns. Munique foi indicados aos Oscars de melhor trilha sonora, edição/montagem, roteiro adaptado, além de melhor diretor e melhor filme.

As Parceiras (1982)

as-parceiras-filme.jpg

Aproveitando a medalha de ouro conquistada na última sexta-feira pelo casal Helen e Kate Richardson-Walsh junto à seleção britânica de hóquei  na grama –  elas são o 1º casal LGBT a ganhar o ouro junto em Olimpíadas – indico As Parceiras, filme de 1982 que aborda a história fictícia do relacionamento entre a atleta de pentatlo Chris Cahill (Mariel Hemingway) e  sua concorrente Tory Skinner (Patrice Donnelly), quando ambas se preparavam para integrar a equipe norte-americana que participaria dos Jogos Olímpicos de Moscou em 1980 (aquele do ursinho Misha). O filme mostra as implicações do envolvimento das duas mulheres na relação com o treinador, Terry Tinghoff (Scott Glenn). No plano de fundo, o sonho olímpico ameaçado pela expectativa (e depois confirmação) do bocoite dos EUA devido às divergências políticas com a União Soviética. Como sabemos, o boicote aos Jogos de Moscou foi o maior já realizado, com a adesão de mais de 60 países em represália à invasão dos soviéticos ao Afeganistão (embora o próprio Afeganistão tivesse participado). Houve boicote de nações africanas em 1976 em Montreal e de países do bloco socialista em 1984 em Los Angeles.

Mulheres Olímpicas (2013)

mulheres-olimpicas_.jpg

Pra finalizar, o documentário Mulheres Olímpicas explora as relações entre a sociedade e a luta das mulheres ao longo da História para participar das Olimpíadas, com foco nos jogos de Londres em 2012, o 1º em que todos os países tiveram representantes femininas e as mulheres participaram de todas as modalidades esportivas, com a inclusão do boxe feminino. Entre as brasileiras, a 1ª mulher a participar de uma Olimpíada foi a nadadora Maria Lenk, em 1932 (Los Angeles) aos 17 anos de idade, e a 1ª medalha veio somente em 1996, nos Jogos Olímpicos de Atlanta, EUA, 64 anos depois, com a dupla do vôlei de praia Jacqueline Silva e Sandra Pires. No mesmo ano, o basquete feminino conquistou a prata e o vôlei de quadra garantiu o bronze. Você pode assistir online no site Memória do Esporte e aproveitar para ver vários outros documentários sobre o esporte nacional.

Bônus: Carruagens de Fogo (1981)

carruagens-de-fogo.jpg

Pode indicar filme só pela trilha sonora? Não é o ideal, mas pode. Afinal de contas o filme cuja icônica trilha do grego Vangelis até hoje embala as maratonas ao redor do mundo não pode simplesmente ser ignorado (quem nunca viu cenas de atletas correndo em câmera lenta ao som do tema?). Carruagens de Fogo mostra a história real da preparação do missionário cristão escocês Eric Liddell (Ian Charleson) e o judeu Harold Abrahams (Ben Cross), da equipe olímpica de atletismo da Grã-Bretanha, para os jogos de 1924 em Paris.  O filme venceu os Oscars de melhor roteiro original, melhor figurino, melhor filme e, claro, melhor trilha sonora. Não gosto muito da vibe religiosa da obra e o ritmo é um tanto lento, mas não pude deixar de fora.

Boa Depressão Pós-Olimpíadas pra você!

 

Siga nossas redes e não perca nada!
Facebook| Instagram | Twitter | Filmow| Google +


 

  • A Medalha Esquecida: Brasil, 2016. Direção: Ernesto  Rodrigues.
  • Berlim 36: Berlin’36. Alemanha, 2009. Direção: Kaspar Heidelbach. Roteiro: Lothar Kurzawa
  • Munique: Munich. EUA, 2005. Direção: Steven Spielberg. Roteiro: Tony Kushner | Eric Roth
  • As Parceiras: Personal Best. EUA, 1982. Direção e Roteiro: Robert Towne
  • Mulheres Olímpicas: Brasil, 2013.  Direção: Laís Bodanzky
  • Carruagens de Fogo: Chariots of Fire. Reino Unido, 1981. Direção: Hugh Hudson. Roteiro: Colin Welland
Anúncios

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s