#1bomdiretor: Stanley Kubrick

 

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Nascido em Nova York, em 26 de julho de 1928 e um dos mais importantes diretores de todos os tempos (inclusive muitos o colocam como o maior cineasta da história), Stanley Kubrick estaria completando hoje 88 anos de idade. Vítima de um ataque cardíaco enquanto dormia, em 07 de março de 1999, aos 70 anos, Kubrick foi responsável por filmes que se tornaram grandes clássicos indispensáveis a qualquer cinéfilo e deixou um legado de preciosidades que continuam a influenciar aclamados e novos realizadores do cinema e audiovisual em geral no mundo inteiro. Como no caso do Kubrick é praticamente impossível indicar um filme sem sofrer por deixar outros de fora, dessa vez faremos diferente, e indicaremos toda a filmografia do diretor. Confira!

Stanley Kubrick nunca foi um bom aluno. Para tentar melhorar o desempenho escolar do filho, seu pai o enviou para passar uns tempos com um tio na Califórnia, mas isso não fez diferença e então percebendo sua criatividade apesar das notas baixas, o pai o estimulou a aprender xadrez , que acabou se tornando uma de suas paixões (a qual utiliza em vários filmes). Aos 13 anos ele ganhou sua 1ª câmera fotográfica e aos 17 foi contratado pela revista Look, que comprou uma de suas fotografias enquanto ele fazia trabalhos como freelancer. Entre 1951 e 1953, produziu seus primeiros filmes, 3 documentários de curta-metragem: Flying Padre, Day of the Fight e The Seafarers. Ainda em 1953, com a ajuda financeira da família e amigos, dirigiu e editou seu 1º longa: Fear and Desire (br: Medo e Desejo), sobre um grupo de soldados que sobrevive a um pouso forçado ao cair por trás das linhas inimigas durante uma guerra fictícia.

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Dois anos depois, novamente dando conta da direção, edição, fotografia e roteiro, Kubrick produziu Killer’s Kiss (br: A Morte Passou Por Perto), filme noir narrado pelo protagonista, o boxeador Davey Gordon (Jamie Smith), que se apaixona por uma dançarina atacada e perseguida pelo patrão. Esse filme o colocou na mira da crítica , mas foi The Killing (br: O Grande Golpe), de  1956, o responsável por lançá-lo no caminho do sucesso. O filme retrata em narrativa não-linear e vários pontos de vista a tentativa do ex-presidário Johnny Clay (Sterling Hayden) e sua turma de roubar um hipódromo. Apesar do fraco desempenho nas bilheterias, o diretor e sua obra conseguiram a atenção da crítica especializada americana, posteriormente servindo como referência para o aclamado Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, lançado em 1994.

É Paths of Glory (br: Glória Feita de Sangue, 1957 – tem na Netflix) que faz Kubrick ser definitivamente reconhecido em Hollywood e mundo afora, tendo sido indicado ao BAFTA. Protagonizado por Kirk Douglas, Paths of Glory retomou a temática bélica na obra de Kubrick, dessa vez na Primeira Guerra Mundial. A parceria com Kirk Douglas continuou no filme seguinte, Spartacus (1960), o ator desempenhando papel fundamental na contratação de Kubrick para dirigir a épica história do escravo romano que se rebela contra o sistema. Spartacus foi o primeiro filme colorido do diretor e o mais caro produzido nos EUA até o momento, contando com uma gigantesca equipe de colaboradores, se tornando sucesso absoluto de público e garantindo 4 Oscars (ator coadjuvante, direção de arte, figurino e fotografia) e o Globo de Ouro de melhor filme dramático. Mesmo assim, Kubrick não gostou da falta de poder de decisão e das interferências do estúdio e se mudou para o Reino Unido a fim de fugir das imposições hollywoodianas e ter total liberdade criativa.

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Na Inglaterra, produziu o polêmico e censurado Lolita (1962), sobre um professor de cerca de 40 anos de idade e tendências pedófilas que fica obcecado por uma adolescente de 12 anos (de acordo com o livro de Vladimir Nabokov). A história se desenvolve com um duplo sentido, nunca chegando de fato a explicitar ou confirmar o envolvimento dos personagens. O filme foi nomeado ao Oscar de melhor roteiro adaptado e ao Globo de Ouro de melho ator (James Mason) e ator coadjuvante (Peter Sellers), atriz (Shelley Winters), diretor e atriz revelação (Sue Lyon venceu). Em 1964, Kubrick lançou Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (br: Dr. Fantástico – tem na Netflix), inspirado no livro Red Alert, de Peter George, obra que satiriza a Guerra Fria. O filme fez sucesso, foi indicado a 4 Oscars (filme,diretor, ator – Peter Sellers novamente – e roteiro adaptado) e hoje é considerado uma das melhores comédias já feitas.

Em 1968, vem a realização de um dos mais importantes filmes da história do cinema: 2001: A Space Odyssey (Uma Odisséia No Espaço). Com quase 30 minutos iniciais sem diálogos, 2001 narra a história da evolução humana de uma maneira peculiar e filosófica cujo entendimento está deliberamente aberto a várias possibilidades. 2001 ficou 5 anos sendo produzido e marcou o início de uma nova era para a ficção científica no cinema, com o uso de efeitos especiais revolucionários (garantiu o Oscar na categoria), a exemplo das imagens projetadas em espelho do início do filme que deram origem ao que hoje conhecemos como chroma-key. A trilha sonora composta por músicas clássicas é memorável, e se faz presente e relevante mesmo quando não é ouvida; basta observar os movimentos dos astronautas no espaço, quase como se estivessem dançando.

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Em 1971, Kubrick adapta o romance A Clokwork Orange (br: Laranja Mecânica, de Anthony Burgess), sobre um grupo de delinquentes em uma Grã-Bretanha futurista cujo líder é capturado e se torna cobaia de experimentos para reabilitação, através de condicionamentos psicológicos para refrear os impulsos destrutivos. Laranja Mecânica chegou a render ameaças de morte a Kubrick e fez com que a exibição na  Inglaterra fosse cancelada pela Warner. Em Barry Lyndon (1975), drama de época sobre um pobre irlandês do século XVIII que almeja fazer parte da aristocracia, Kubrick leva a representação artística ao extremo em composições que parecem pinturas. Ele continuou a inovação narrativa e visual que se tornaram suas marcas, utilizando uma lente feita para a NASA para conseguir os efeito de iluminação desejados. Cinco anos mais tarde, The Shining (br: O Iluminado, 1980) – baseado na obra de Stephen King e considerado um dos melhores filmes de terror de todos os tempos – ganha as telas, se destacando novamente pela inovação técnica, agora no uso do steadicam, dispositivo que estabiliza as imagens produzidas, dando a impressão de câmera na mão, mas sem tremores. Full Metal Jacket (br: Nascido Para Matar – adaptação de 1987 do livro The Short Timers, de Gustav Hasford) foi o penúltimo filme do cineasta, sobre o tratamento sádico e impiedoso de soldados americanos a serem enviados para lutar na Guerra do Vietnã.

Seu último filme foi lançado mais de dez anos depois de Nascido Para Matar, em 1999, as filmagens tendo durado quase 2 anos. O suspense Eyes Wide Shut (br: De Olhos Bem Fechados é protagonizado por Tom Cruise e Nicole Kidman, casados na vida real na época e vivendo um casal numa jornada sobre desejos sexuais, traição, ciúme e insegurança na ficção. Kubrick não chegou a acompanhar o lançamento e recepção do filme, pois faleceu dias após enviar o último corte ao estúdio. Kubrick esteve ainda envolvido por cerca de 20 anos na concepção do filme  A.I. – Artificial Intelligence (2001), mas devido a problemas de saúde e em seguida seu falecimento a direção ficou a encargo de Steven Spielberg, que em 2013 anunciou uma minissérie sobre Napoleão Bonaparte a ser produzida pela HBO, com base no material deixado por Kubrick, que era fascinado pelo imperador francês e chegou a dedicar alguns anos a uma extensa pesquisa que incluiu escolha de locações, atores e figurinos para a produção de um filme, mas que não foi levada adiante pelo alto custo.

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Com um currículo formado quase totalmente de adaptações literárias, com temas e recepções controversas, Kubrick conseguiu se consagrar como um dos grandes gênios da história do cinema. Cultuado devido a sua inventidade técnica e artística e aos diversos simbolismos presentes em suas obras que geram inúmeras discussões e análises, Stanley Kubrick foi uma figura de múltiplas facetas, que em sua meticulosidade e perfeccionismo exacerbados e obssessivos (classificados por muitos como doentios), soube transitar por vários gêneros cinematográficos com habilidade e maestria. Injustiçado, uma vez que não chegou a ganhar nenhum Oscar por melhor filme ou direção, é certo que sua contribuição para a 7ª arte não pode ser de forma alguma contestada.

Bons filmes pra você!

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Fonte: Wikipedia

 

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