A Bela e a Fera (2014)

No ano de 1810 um naufrágio leva à falência um comerciante (André Dussollier), pai de três filhos e três filhas. A família se muda para o campo e Bela (Léa Seydoux), a filha mais jovem, parece ser a única entusiasmada com a vida rural. Certo dia o pai de Bela arranca uma rosa do jardim de um palácio encantado e acaba condenado à morte pelo dono do castelo, uma fera amendrotadora (Vincent Cassel). Para salvar a vida do pai, Bela vai viver com o estranho ser. Lá, encontra uma vida cheia de luxo e magia mas também de solidão e tristeza.

Para ver o trailer, clique aqui

 

A Bela e a Fera é um antigo conto de fadas francês escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot em 1740, mas que se popularizou através de uma versão resumida e modificada por Jeanne-Marie Leprince de Beaumont, em 1756, tendo sido desde então adaptado, encenado e filmado diversas vezes em diferentes países (a primeira adaptação cinematográfica que se tem notícia data do ano de 1946, dirigida por Jean Cocteau, na França). A  animação musical da Disney, de 1991, é a mais conhecida, tendo sido o primeiro filme animado a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Eu sou apaixonada por essa versão, é um dos meus filmes preferidos e a Bela é a princesa que melhor me representa. A Disney irá lançar a versão live action do estúdio no ano que vem, estrelada por Emma Watson (a Hermione Granger, de Harry Potter).

A adaptação francesa lançada em 2014 mantém alguns aspectos encantados que vimos na animação da Disney, porém, sua trama contém elementos que a levam mais para o lado adulto do que infantil – embora a história seja narrada para crianças antes de dormirem. Esse novo A Bela e a Fera conta com estátuas gigantes que ganham vida, criaturinhas esquisitas de olhos enormes, além da própria Fera que mantém a aparência do desenho e um elemento místico que justifica o sofrimento e solidão do personagem (não é a negação de abrigo a uma feiticeira disfarçada de velhinha). Entretanto, os dramas dos personagens se focam em aspectos discutíveis do comportamento humano, de maneira mais sombria e próxima da realidade, apesar de não se aprofundar: os conflitos que surgem são rapidamente resolvidos, contando com a velha lição de moral.

Sendo assim, o maior destaque de A Bela e a Fera, sem dúvida, fica por conta da estética, marcada por efeitos visuais satisfatórios, bem como pelo design de produção e direção de arte impecáveis. Os figurinos são de encher os olhos e dialogam com as mudanças de personalidade que os personagens vão sofrendo ao longo da trama (perceba por exemplo as transições das cores das roupas dos personagens principais entre tons mais claros e escuros à medida que seu relacionamento evolui), os cenários e paisagens são deslumbrantes, complementados pela belíssima fotografia que parece uma pintura. No fim das contas, a nova versão de A Bela e a Fera não chega a impressionar narrativamente (somente no aspecto visual), mas também não decepciona. É um filme bonito de ver, válido para acompanhar o ponto de vista apresentado, que em nada compromete o conhecimento que já temos sobre o desenvolvimento e desfecho da história.

Um bom filme pra você!

 

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Nome original: La belle et la bête (França| Alemanha, 2014)

Direção: Christophe Gans

Roteiro:  Christophe Gans e Sandra Vo-Anh

Gênero: Fantasia| Romance

IMDB: 6,4

 

 

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