Um Clarão nas Trevas

Susy Hendrix (Audrey Hepburn) é uma jovem recém-casada que perdeu a visão após um acidente e está tentando se adaptar à nova condição. Entretanto, ela passa a ser aterrorizada por 3 bandidos em busca de uma boneca que foi entregue a seu marido Sam ( Enfrem Zimbalist Jr.) por uma estranha (Samantha Jones) no aeroporto.

Para ver o trailer, clique aqui (sem legenda)

 

Baseado na peça homônima do dramaturgo inglês Frederick Knott (também autor da peça que deu origem a  “Disque M Para Matar”, dirigido por Alfred Hitchcock), Um Clarão nas Trevas foi uma grata surpresa que vi em um canal da TV a cabo há alguns anos. Conhecendo Audrey Hepburn de longa data, foi uma vergonha não saber a exstência desse maravilhoso suspense estrelado por ela. Mundialmente reconhecida por seu talento, prêmios, beleza, estilo, elegância e engajamento humanitário (era embaixadora da UNICEF), é comum ligarem Audrey Hepburn a clássicos comentadíssimos como Bonequinha de Luxo e A Princesa e o Plebeu, mas Um Clarão nas Trevas merece ser igualmente lembrado, pois a atuação da atriz é excelente e também lhe rendeu indicação ao Oscar.

No entanto, embora seja a protagonista e indiscutivelmente o grande destaque, o filme não se resume apenas à sua presença: Um Clarão nas Trevas conta com a ótima atuação de Alan Arkin como um dos vilões, e também com um roteiro e direção sagazes que exploram o maior ponto fraco de Susy, sua cegueira, mostrando como os bandidos tentam se aproveitar de sua deficiência de um lado, e a força e inteligência de Susy do outro. É pertinente a maneira como Susy abusa dos outros sentidos, agora aguçados, para juntar as peças e entender o que está acontecendo. Além disso, o fato de ser baseado numa peça de teatro parece refletir no filme, pois em alguns momentos é como se estivéssemos assistindo a uma apresentação teatral (isso é um elogio).

Também é interessante perceber o modo como o marido trata Susy quanto está em cena, sempre tentando evidenciar a independência da esposa, para que ela não fique acostumada a sempre pedir ajuda. No início pode até parecer cruel, mas aos poucos a gente começa a entender os motivos de tal rigidez e a ver os resultados.

Mesmo com o início um pouco lento – acredito que proposital para estabelecer cada situação separadamente – Um Clarão nas Trevas aos poucos revela a que veio, conseguindo criar um clima de tensão crescente, que culmina em uma das melhores sequências que já vi em um filme de suspense, utilizando artifícios eficazes para nos introduzir na cena e nos fazer experimentar o pavor que Susy está sentindo. Eu se fosse você não perderia a chance de ver esse clássico.

Um bom filme pra você!

 

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Nome original: Wait Until Dark ( EUA, 1967)

Direção: Terence Young

Roteiro: Robert Carrington e Jane-Howard Hammerstein

IMDB: 7,9

 

 

 

 

 

 

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