Intocáveis

Philippe Pozzo di Borgo (François Cluzet) é um multimilionário tetraplégico francês, que precisa de um auxiliar de enfermagem para ajudá-lo em suas atividades rotineiras e acaba por contratar Driss (Omar Sy), um ex-presidiário que não está em busca da vaga mas de uma assinatura para conseguir receber o seguro-desemprego.  É baseado no livro autobiográfico de Philippe, Le second souffle (O segundo suspiro, em português).

Pra ver o trailer, clique aqui.

OBS: Tem na Netflix

Intocáveis é classificado como comédia, mas eu chamaria de “dramédia”. Baseado em fatos reais, mostra sua veracidade com as situações que os personagens vivenciam e afasta qualquer ideia de fantasia ou ficção, te fazendo reacender as esperanças na humanidade, caso a tenha perdido (ou ache que perdeu).

Em determinado momento, Philippe explica porque escolheu Driss para ser seu cuidador:“às vezes ele me passa o celular, porque ele esquece…ele esquece que sou tetraplégico”. Essa frase norteia todo o filme e o significado de Driss na vida de Philippe; todas as mudanças (aparentemente sutis mas permanentes e profundas) que sua presença provoca, e a humanidade que imprime, não apenas no patrão mas em todos ao redor.

No início pode haver um certo incômodo, poque você pode se sentir constrangido por rir de algumas situações, mas tudo é feito de uma maneira tão leve e natural que gradativamente te faz perceber que a descontração em certos momentos é normal; você não precisa se conter o tempo inteiro por achar que vai desrespeitar ou causar algum mal estar por expressar seu pensamento. Há que se considerar, obviamente, o limite do bom senso: tudo se trata de ter feeling – saber quando rir, do que rir e quando parar .

A escolha de Philippe em detrimento de diversos profissionais qualificados e o desenvolvimento de sua relação com  Driss mostram que conhecimento técnico é sim importante, mas não é tudo. É preciso a consciência de que é uma pessoa ali e tudo bem você tratá-la como igual e não com coitadismos ou a sisudez da ética profissional. Na maioria das vezes tudo que se precisa é cumplicidade, empatia e um tratamento mais humano.

Um bom filme pra você.

 

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Nome original: Intouchables (França, 2011)

Direção e Roteiro:  Olivier Nakache e Eric Toledano

IMDB: 8,6

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