Especial Sexta-feira 13

Olá, tudo bem? Nessa sexta-feira 13 reservamos para você um especial com dicas não apenas de um filme, mas de uma série, um livro, um anime e um jogo de terror também, para você aproveitar ao máximo essa superstição, mesmo quem não liga para essas coisas!  Mas antes, que tal algumas curiosidades sobre a data e sobre filmes de terror?

👉 Veja também nosso especial de Halloween!

 

  • O medo específico da sexta-feira 13 é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia.
  •  Em 1896, o ilusionista George Mèlies concebeu um filme de 3 minutos chamado O Castelo do Demônio (Le Manoir Du Diable, assista aqui), retratando uma invocação de demônio pelo morcego Mefistófeles e sua derrota por um cavaleiro armado com um crucifixo. Surgia aí o cinema de horror.
  • Em 1910, na Dinamarca, foi produzida a 1ª versão cinematográfica de Frankenstein, de Mary Shally (livro de 1818), com propósito deliberado de causar terror, mas foi O Gabinete do Dr. Caligari (Robert Wiene, 1920) o 1º filme de terror a obter sucesso. Este, assim como Nosferatu ( F.W. Murnau, 1922) fazem parte do chamado expressionismo alemão, marcado pelo drama gótico representado como pinturas vivas.
  • Uma das justificativas para o temor a respeito dessa data é que Jesus teria sido crucificado em uma sexta-feira, após realizar uma ceia com treze pessoas.
  • O gênero terror, assim como outros gêneros, é influenciado pelo contexto histórico de cada época. É o caso dos primeiros filmes baseados no expressionismo alemão, que se entrelaçam com a Alemanha sob regime nazista; a temática armamentista e corrida espacial nos anos 1960, com filmes sobre aberrações e alienígenas; e, nos dias atuais, a inclusão de mídias mais acessíveis, difundindo a categoria found footage dentro do cinema de horror.

#1bomanime: Jigoku Shoujo

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Entre os animes de terror a que assisti, Jigoku Shoujo (também conhecido como Hell Girl) se destaca pela proposta muito próxima a um certo desejo que às vezes sentimos na vida real: quem nunca quis mandar tudo aquilo e todo aquele que nos incomoda para o inferno? Esse é o plot desse anime: você entra à meia-noite em um site específico (http://jigokutsushin.de/ , para quem tiver coragem – ele existe de verdade e só abre realmente à 0h) e escreve o nome da pessoa de quem quer se vingar. A pessoa então é atormentada e levada literalmente para o inferno pela Ai Enma, uma garota de longos cabelos negros e olhos vermelhos, cuja história é explicada ao longo do anime, que tem 3 temporadas. Muito bom!

#1bomjogo: Until Dawn

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Exclusivo para PS4 e lançado em 2015, Until Dawn (da Supermassive Games) mostra a história dos amigos Sam, Ashley, Mike, Josh, Chris,  Matt, Emily e Jessica em uma reunião num antigo chalé da família de Josh um ano após um acidente traumático. Logo eles começam a ser perseguidos por um psicopata e a enfrentar outros perigos da floresta. O jogo, além dos gráficos excelentes, se destaca pela possibilidade mudar os rumos da história de acordo com as escolhas do jogador, no que chamaram de efeito borboleta. Assim, o desfecho pode ser diferente a cada vez, o que dá vontade de jogar várias vezes para saber as implicações de todas as decisões tomadas. É como um filme de terror slasher que você pode escolher como termina. Procure gameplays no YouTube se você não tem PS4: dá medinho só de assistir!

#1bomlivro: Livros de Sangue

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Livros de Sangue (1985) é uma série de seis livros escrita por Clive Barker, para quem não sabe o criador de Hellraiser (aquele filme dos anos 80 do rapazinho do mal com pregos na cara, o Pinhead). Cada livro é composto de diversos contos que exploram ao máximo a imaginação terrível do autor, passeando entre inúmeras formas de horror e bizarrices que você nem sabia que existiam. As descrições são bastante precisas e te fazem entrar na tensão das histórias sem perceber; Barker não poupa o leitor dos detalhes mais sórdidos e muitas vezes você se pega mais enojado do que assustado. Alguns de seus contos já foram adaptados para o cinema, a exemplo de O Trem de Carne da Meia-Noite, do livro I, sob o título traduzido O Último Trem (The Midnight Meat Train, 2008) e estrelado por Bradley Cooper. É possível observar referências a Edgar Allan Poe em alguns contos, e tendo Stephen King, outro grande mestre do terror e suspense dito certa vez que “via em Clive Barker o futuro do terror”, não dá para ignorar essa afirmação nem deixar de experimentar o que a mente insana e super criativa de Clive Barker nos reserva.

#1boasérie: Penny Dreadful

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OBS:  Disponível na Netflix

Exibida pelos canais Showtime (EUA) e HBO (Brasil), Penny Dreadful se passa na Londres vitoriana, e conta com personagens clássicos da literatura de terror como Frankenstein, Dracula, Mina Harker e Dorian Gray, bem como lobisomens, bruxas e demônios. Na série, o explorador Sir Malcolm Murray, o pistoleiro americano Ethan Chandler, o cientista Victor Frankenstein e a medium Vanessa Ives se unem para combater estas e outras ameaças.  Merece destaque pela grandiosa produção cinematográfica, direção de arte e fotografia impecáveis além, é claro, do roteiro e da atuação maravilhosa de Eva Green no papel da srta. Ives. Uma das cenas da primeira temporada deixa qualquer um arrepiado com a emoção e veracidade que ela imprime. Penny Dreadful tem 8 episódios na primeira temporada, 10 na segunda e a terceira e última temporada conta com 9 episódios.

Curiosidade: O título se refere aos “penny dreadfuls”, publicações de ficção e terror que eram vendidas na Inglaterra no séc. XIX e custavam um centavo (penny dreadful = “centavo terrível”, “centavo do terror”)

#1bomfilme: O Babadook

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OBS: Disponível na Netflix

Amelia (Essie Davis) é uma mulher atormentada pela perda do marido em um acidente 6 anos trás, e se esforça para criar sozinha o filho Samuel (Noah Wiseman) também de 6 anos, que começa a temer uma presença em sua casa. Mas o medo de Samuel é encarado inicialmente apenas como um medo normal de criança após a leitura de um sinistro livro (Babadook é um anagrama de “a bad book” = um livro ruim/mal). Clique aqui para ver o trailer.

O Babadook conta com a direção eficiente da australiana Jennifer Kent, um roteiro bem amarrado e um excelente design de produção e fotografia, que criam um clima imersivo e retratam o apavorante terror psicológico que aquele mãe está vivenciando. Não se trata de uma obra recheada de sangue, objetos voando, sons estridentes ou violência gratuita: a construção do terror é bem sutil e não se baseia nos clichês do gênero; o que importa é prestar atenção aos personagens internamente, ao modo como encaram suas aflições e do quanto elas podem ser ou não reais.

A metáfora de como nossos medos, dores e angústias afetam nossa percepção da realidade é levada a seu ápice e é isso o que torna o filme interessante, principalmente se levarmos em consideração o seu desfecho, cheio de significado. As frases do livro ditas em voz alta convidam o espectador a levarem-nas para além do filme e alguns podem até mesmo cair na paranóia de checar embaixo da cama, dentro do guarda-roupa ou mesmo de si próprio à noite com medo do bicho-papão, digo…do baba dook…dook…dook, mesmo aqueles que não acreditem que ele esteja lá, afinal “quanto mais negar, mais forte eu fico. Você começa a mudar quando eu entro. O Babadook cresce sob sua pele.”

Nome original: The Babadook (Australia, 2014)

Direção e roteiro: Jennifer Kent

IMDB: 6,8

Uma boa sexta-feira 13 pra você.

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7 comentários sobre “Especial Sexta-feira 13

  1. Pingback: O Babadook

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