O Doador de Memórias

Numa sociedade perfeita, baseada na igualdade e supressão de emoções , Jonas (Brenton Thwaites) é escolhido para receber as memórias do passado da humanidade e logo percebe que nem tudo é como ele imaginava. 

Para ver o trailer, clique aqui

OBS: Disponível na Netflix

Não que seja um filme excelente. Na verdade estou em conflito até para considerá-lo bom de fato. Mas o conceito é bastante interessante – não apenas o enredo, do que o filme se trata, mas a forma como isso é retratado. Basicamente é um filme para ter o visual apreciado, mesmo em detrimento de alguns pontos mal desenvolvidos na história. É a partir da estética  e cores (ou falta delas) que é passada a ideia de utopia e superficialidade da tal sociedade perfeita. A falta de cores representa bem o modo como vivem, e ao longo do filme isso vai mudando, de acordo com as novas percepções do personagem principal.

É um filme para quem está começando a jornada de entender como o cinema funciona, como a construção estética atráves  da fotografia e  direção de arte, por exemplo, dialogam com o que se quer mostrar e com a forma que será entendido pelo espectador. Não é nenhuma obra-prima do cinema, mas serve para refletir um pouco sobre nossos ideais de perfeição, mesmo que o roteiro pareça pouco preocupado em se aprofundar nos questionamentos filosóficos que surgem ao longo do desenvolvimento.

É bom lembrar que ele é baseado no livro O Doador, de Lois Lowry, publicado em 1993 e que faz parte da série denominada O Quarteto do Doador. Isso o torna um dos precursores das distopias adolescentes que explodiram nos últimos anos, sendo prejudicado por seu lançamento atrasado em relação à publicação do livro que o origina e aos demais livros/filmes distópicos como Jogos Vorazes e Divergente, mas também nos faz entender porque termina do jeito que termina e, talvez por se esperar continuações, tenham decidido deixar as explicações fundamentais para os próximos filmes da franquia (se houver).

Os acontecimentos são bem óbvios e fica claro que os produtores não quiseram arriscar, se mantendo numa fórmula segura e sem identidade que pode não agradar a muita gente e não deve servir de exemplo, porém, acho que vale conferir. Não pelo roteiro, mas pela proposta distópica. Assim, recomendo também (mais até que o filme) a leitura do livro, onde serão percebidas as mudanças e escolhas (ruins) feitas pelos produtores para competir com as outras distopias adolescentes do momento, além, é claro, de haver melhores explicações na história original.

Um bom filme pra você!

 

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Nome original: The Giver (EUA, 2014)

Direção: Phillip Noyce

Roteiro: Michael Mitnick e Robert B. Weide

 IMDB: 6,5

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